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VIII Sonetos de Ary dos Santos - J. C. Ary dos Santos

I/L/1173

TEMA: Literatura Portuguesa

SUB-TEMA: Poesia - Edições Especiais

 

Referência: I/L/1173

Autor: José Carlos Pereira Ary dos Santos (J. C. Ary dos Santos)

Título: VIII Sonetos de Ary dos Santos

Editora: Edições Avante - Lisboa

Edição: 1ª (Póstuma)

Colecção: N/A

Ano: 1984

Tiragem: 3.000

Páginas: 48 pp. (não numeradas), [1] folha ilustrada + Pasta Editorial (Fólio)

 

n.d. - Não Disponível | N/A - Não Aplicável

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Descrição
1ª Edição, Póstuma - esta obra nunca foi reeditada e está esgotada. Da tiragem normal de 3.000 exemplares, numerados (este o N.º 1017). Com a Pasta Editorial original, 1 Folha pequena com a indicação do Número do Exemplar e com 1 Desenho de Rogério Ribeiro, à parte. Obra com um texto do Manuel Gusmão. Nesta obra, que consiste em 8 Sonetos, encontramos a última produção poética do autor, publicada postumamente - o autor estava a trabalhar numa obra com 35 Sonetos, já gravemente doente, mas à data da sua morte, a 18 de Janeiro de 1984, dos 35 previstos apenas 8 estavam completos e estão aqui incluídos. O autor refere dois motivos para esta obra: 1.) Aproveitar o tempo que a doença o forçava a passar em casa e 2.) Ultrapassar as limitações que lhe eram impostas quanto a trabalho, recorrendo a uma forma poética - o Soneto - que dominava e não exigia grande esforço físico de escrita que lhe era já penoso. José Carlos Ary dos Santos foi um Poeta, Declamador e Publicitário Português, sendo um dos mais talentosos Poetas da sua geração em Portugal, oriundo de uma família da Alta Burguesia - Neto Paterno do Professor Doutor Carlos Ary dos Santos, Docente na Faculdade de Medicina de Lisboa e autor de diversos ensaios na área da Medicina, Numismática e Medalhística, Sobrinho do Advogado e autor Alfredo Ary dos Santos, Primo Direito do Embaixador e autor Carlos Macieira Ary dos Santos e Primo, em 2.º Grau, do Sacerdote e Articulista do jornal «Observador» Padre Gonçalo Portocarrero de Almada. Começou os seus estudos no Colégio Infante Sagres, em Lisboa, de onde foi expulso por mau comportamento, passando por outros colégios até mais tarde regressar a Lisboa, sendo um dos primeiros estudantes no Colégio São João de Brito - frequentou as Faculdades de Direito e de Letras, em Lisboa, mas nunca acabou os Cursos, optando por actividades diversificadas para se sustentar, desde Vendedor de Máquinas para Pastilhas Elásticas a Empregado numa Empresa de Publicidade, destacando-se pela sua criatividade nesta última área. A sua estreia literária deu-se em 1952 com "Asas," que viria a rejeitar, tendo a sua afirmação poética surgido com "A Liturgia do Sangue" em 1963, seguindo-se diversas obras poéticas até à sua morte em 1984 - escreveu diversas letras para Canções da época (Simone de Oliveira, Carlos do Carmo, Fernando Tordo, entre outros), que viriam a ser coligidas postumamente em "As Palavras das Cantigas" (1989) por Ruben de Carvalho. Foi Militante do Partido Comunista Português desde 1969, apesar do "embaraço" que a sua assumida Homossexualidade provocava no aparelho do Partido e, tendo uma personalidade forte, apetites excessivos e sendo um grande Fumador e Bebedor, viria a morrer de Cirrose com apenas 47 anos, a 18 de Janeiro de 1984, na sua casa na Rua da Saudade, N.º 23, R/C Direito, em Alfama - instituiu como seu Herdeiro Universal o Partido Comunista Português e foi dado o seu nome a um Largo do Bairro de Alfama, onde existe uma lápide evocativa na fachada da casa onde viveu quase sempre. Considerado o "Poeta de Lisboa e do seu Povo, de Portugal e de Abril," o seu funeral foi o maior que algum poeta até então tivera, com o caixão coberto pela Bandeira do Partido Comunista Português, a qual cantou - a sua obra tem sido injustamente subestimada pelas gerações mais novas. Pasta Editorial com vincos nos cantos e com a lombada vincada, com algumas faltas de papel. Miolo e extremidades limpos (as folhas soltas e o Desenho estão limpos e sem picos de acidez). "Inverno não ainda mas Outono a sonata que bate no meu peito Poeta distraído cão sem dono até na própria cama em que me deito. Acordar é a forma de ter sono O presente o pretérito imperfeito Mesmo eu de mim me abandono se o vigor que me devo não respeito. Morro de pé, mas morro devagar. A vida é afinal o meu lugar e só acaba quando eu quiser. Não me deixo ficar. Não pode ser. Peço meças ao Sol, ao Céu, ao Mar Pois viver é também acontecer." ("Sonata de Outono" - Soneto II)
I/L/1173
2024-01-16
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