1ª Edição - esta obra nunca foi reeditada. Com um Prefácio intitulado "Algumas Palavras" por Fernando de Castro Pires de Lima, à época Director do Museu de Etnografia e História do Porto. Capa e Desenhos de Albano Neves e Sousa. Fotografias de António José Gouveia e de Fernando Chaves. Esta obra venceu o "Prémio Frei João dos Santos" da Agência Geral do Ultramar. Obra profusamente ilustrada, com fotogravuras a cores e a preto e branco em extra-texto, de o "Auto de Floripes," "Danço Congo" e o "Tchiloli," característicos das Ilhas de São Tomé e Príncipe, mas também com algumas ilustrações ao longo do texto. Esta obra contém uma recolha de Folclore Santomense e, a partir da página 51, o «Tchiloli» ou a «Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno», tal como a representava o grupo «Formiguinha da Boa Morte» em São Tomé, o "Auto de Floripes" e, no final, a "Bibliografia," "Os Grupos Folclóricos da Ilha de São Tomé e do Príncipe," as "Festas Religiosas ou Regionais de São Tomé e Príncipe," os "Instrumentos Musicais Mais Característicos de São Tomé e Príncipe" - "Muito acertadamente, «Pôvô Flogá» tem a explicá-lo uma breve mas sumarenta história de São Tomé e Príncipe em que o Autor consegue condenar as feições ancestrais e mais significativas da sua gente... E é surpreendente como, encaminhados pela argúcia de Gilberto Freyre, que parece pelos extractos que Fernando Reis nos dá, ter os olhos postos nestas ilhas, nós abarcamos e compreendemos, num relance o Mundo Português..." (em "Algumas Palavras" - p. 8). Como o autor acrescenta, "Reunimos neste livro o actual panorama do Folclore de São Tomé e Príncipe, este folclore que não sofreu ainda a perniciosa influência das intromissões, que não foi sofisticado como acontece na Metrópole, e já em certos pontos do Ultramar, «para turista ver», tornando-se em rendosa indústria, o que será vantajoso para os que dela aproveitam, mas que suscita o desespero dos Etnógrafos..." (em "Pórtico" - p. 11). Fernando Reis foi um Escritor e Jornalista Português, que nasceu em Lisboa, onde fez a Preparação Escolar para tirar o Curso de Enfermagem, e passou parte da juventude na Golegã - enveredou pelo jornalismo pela mão de Julião Quintinha, na revista «Turismo» e colaborou também na «Flama» de Frei Diogo Crespo. Em 1949 foi para São Tomé e Príncipe e foi Ecónomo no Hospital da Ilha, funcionário da Agência Geral do Ultramar e Director Interino do Centro de Informação e Turismo - foi um dos fundadores do Rádio Clube de São Tomé e colaborou com a Imprensa local, como Chefe de Redacção do semanário «A Voz de São Tomé». Autor de Contos, obras de Ficção e de Teatro, aquando da sua estada no Arquipélago de São Tomé e Príncipe, fez recolhas de Folclore, nomeadamente de Teatro e de Literatura Oral. Capas de brochura com vincos expressivos nos cantos, com pequenas faltas de papel, com desgaste e marcas de exposição solar junto da lombada e das margens, com pequenas faltas de papel, com sinais de manuseamento e com leves picos de acidez e de sujidade. Lombada vincada, com uma mancha de humidade em cima, sem afectar o texto, com diversas faltas de papel, sem afectar o texto, e com picos de acidez e de sujidade. Interior das capas de brochura com vincos expressivos nos cantos e com leves picos de acidez. Miolo e extremidades levemente escurecidos, com ocasionais picos de acidez e de sujidade. Páginas com vincos expressivos em cima e em baixo, nos cantos. Folhas ilustradas com ocasionais picos de acidez. pp. 219-220 com um rasgão em baixo, junto da extremidade, sem afectar o texto.
I/L/1620
2026-03-04
TEMA: Etnografia
SUB-TEMA: São Tomé e Príncipe
Referência: I/L/1620
Autor: Fernando Marcelino dos Santos Reis (Fernando Reis)
Título: Pôvô Flogá: O Povo Brinca - Folclore de São Tomé e Príncipe
Editora: Câmara Municipal de São Tomé - São Tomé e Príncipe