Rio de Onor (3ª Edição) - Jorge Dias - Texto/ Margot Dias - Cancioneiro

I/L/1458

TEMA: Monografias

SUB-TEMA: Rio de Onor

 

Referência: I/L/1458

Autor: António Jorge Dias (Jorge Dias)/ Margot Schmidt Dias (Margot Dias) - Cancioneiro

Título: Rio de Onor: Comunitarismo Agro-Pastoril

Editora: Editorial Presença - Lisboa

Edição: 3ª

Colecção: Métodos - 5

Ano: 1984

Tiragem: n.d.

Páginas: 353, [1] pp., [16] folhas ilustradas

 

n.d. - Não Disponível | N/A - Não Aplicável

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Descrição
3ª Edição - a 1ª Edição saiu em 1953 e em 1984 ia na sua 3ª Edição, que pensamos ter sido a última publicada. Obra inserida na colecção «Métodos» da Editorial Presença. Capa de Alceu Saldanha Coutinho. Cancioneiro de Margot Dias. Desenhos de Fernando Galhano. Obra profusamente ilustrada no texto com gravuras e em extra-texto com fotografias a preto e branco. Com o preço antigo de 2.100$00 a lápis no anterrosto. A presente obra trata-se de uma monografia muito importante de Antropologia Cultural e de Etnografia e é o primeiro estudo monográfico sobre uma Comunidade Rural situada de dois lados de uma Fronteira Política - revela-nos Rio de Onor, no município de Bragança, como sendo uma comunidade centrada num arcaico Comunitarismo Agro-Pastoril. Conforme referido, "Julgo ser esta a primeira vez que se faz o estudo monográfico de uma Comunidade Rural situada de dois lados de uma Fronteira Política... Até hoje o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, tanto em Portugal, como em Espanha, tem-se limitado a publicar trabalhos de investigação feitos exclusivamente em cada um dos países, sem se atrever a transpor as fronteiras, num trabalho de colaboração... Rio de Onor é uma Comunidade constituída por duas aldeias gémeas - quase diríamos siamesas... Por isso, não se deve estranhar ter sido também Portugal um dos primeiros - se não o primeiro - países da Europa a fazer estudos de Comunidade do seu povo, aplicando o método orgânico e funcionalista que, melhor do que qualquer outro, permite dar a visão de um agregado humano, no seu ambiente natural, focando os problemas económicos, sociais, religiosos e psíquicos, isto é, a totalidade da cultura, sem esquecer o aspecto ecológico. Neste estudo não se descuram os problemas da personalidade e cultura, isto é, o papel do indivíduo dentro da comunidade e os aspectos psicológicos da cultura..." (em "Prefácio" - pp. 9-12). Jorge Dias foi um Etnólogo e Professor Universitário Português, considerado um dos mais importantes Antropólogos Portugueses do Século XX, que abandonou os estudos, vendeu guarda-chuvas, e chegou a acompanhar um circo itinerante, tendo começado a vida como Desportista - aos 22 anos iniciou o Curso Liceal e concluiu uma Licenciatura em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra em 1938, após a qual partiu para a Alemanha, onde foi Leitor de Português em diversas universidades, entre 1938 e 1944, tendo feito o Doutoramento em Etnologia na Universidade de Munique em 1944, com a Tese "Vilarinho das Furnas: Uma Aldeia Comunitária," publicada 4 anos depois em Portugal. Após o Doutoramento, voltou para Portugal, já casado com a Etnomusicóloga e sua colaboradora Margot Dias, foi Professor de Etnologia na Faculdade de Letras de Coimbra, Professor Catedrático do Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, Director da Secção de Etnografia do Centro de Estudos de Etnografia Peninsular e, mais tarde, Director do Museu de Etnologia do Ultramar. Foi encarregado de realizar levantamentos Etnológicos em África e estudou os Macondes de Moçambique, sobre o qual publicou uma obra fundamental em 4 volumes (1964-1970). Para além dos diversos estudos monográficos de Antropologia Cultural, tem colaboração em diversas revistas especializadas, nacionais e estrangeiras. Capas de brochura com vincos nos cantos, vincos ao longo das capas, desgaste junto da lombada e das margens e com sinais de manuseamento. Lombada vincada e com sinais de manuseamento. Interior das capas de brochura com vincos nos cantos, vincos ao longo das capas e com marginais picos de acidez. Miolo e extremidades levemente escurecidos, com ocasionais picos de acidez. Algumas páginas vincadas em cima e em baixo, nos cantos. pp. 9-16 com vincos nas margens, sem afectar o texto. pp. 50-55 com sublinhados a tinta azul e p. 77 com uma leve marca de tinta azul. pp. 17-18, 169-173, 197-199, 213-219, 239-240, 265-267, 337, 341 e 352 com leves marcas de tinta preta.
I/L/1458
2025-06-19

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