Karingana Ua Karingana - Craveirinha

I/L/1304

TEMA: Literatura Lusófona

SUB-TEMA: Moçambique - Poesia

 

Referência: I/L/1304

Autor: José João Craveirinha (Craveirinha)

Título: Karingana Ua Karingana

Editora: Livraria Académica, Lda. (Edição de autor) - Lourenço Marques

Edição: 1ª

Colecção: N/A

Ano: 1974

Tiragem: n.d.

Páginas: [VI], 145, [1] pp.

 

n.d. - Não Disponível | N/A - Não Aplicável

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Descrição
1ª Edição - foi reeditada em 1982 e, mais recentemente, em edição fac-similada, em 2014. Invulgar. As ilustrações da Capa e Vinheta são de José Craveirinha (Filho). Nas badanas os comentários são de Cansado Gonçalves, Rui Baltazar, Eugénio Lisboa e de Tristan Tzara. Com o preço antigo de 100$00 a lápis no anterrosto. A presente obra, a «magnum opus» do autor, foi a primeira publicada em Moçambique, lançada apenas um mês depois da Revolução do 25 de Abril, em Maio de 1974, visto que fora difícil para os poetas desta Geração publicar, sob vigilância apertada da P.I.D.E. O livro encontra-se dividido em 4 Partes, mais um Glossário Xi-Ronga/Português no final, a saber: I.) "Fabulário," II.) "Karingana, III.) "3 Odes ao Inverno," IV.) "Tingolé," mais o referido Glossário. Tal como consta no Glossário, «Karingana-Ua-Karingana» é uma “fórmula clássica de iniciar um conto e que possui o mesmo significado de o «Era uma vez» (página 142). Trata-se da 4.ª obra do autor (se considerarmos as colectâneas "Manifesto" de 1962 e "Cantico a um Dio di Catrame" de 1966"), cujos versos estão datados entre 1958 e 1963, mas que apenas foi publicada em 1974. O autor pretendeu transmitir poeticamente o quotidiano dos Moçambicanos, na altura da Luta contra a Ocupação Colonial. Nas palavras do poeta Romeno Tristan Tzara, em 1964, "Mas o grande poeta actualmente em Moçambique, em Lourenço Marques, é José Craveirinha. É um poeta que sofreu a influência dos Surrealistas, que tem uma veia muito popular e cuja poesia toda possui um carácter social. Ela radica nas camadas mais profundas do povo Negro. É um poeta que se aparenta, se quisermos, com Guillen. Ele é considerado pelos intelectuais Brancos como o poeta mais importante e mais autêntico do país." (retirado da badana posterior). Craveirinha foi um Poeta, Contista e Cronista Moçambicano, sendo considerado o mais importante Poeta Moçambicano - por falta de recursos financeiros da família, foi obrigado a abandonar os Estudos depois da Escola Primária, mas desenvolveu a paixão pela leitura, sendo autodidacta. Foi Funcionário Público, Cronista Desportivo, trabalhou em diversos jornais e publicou uma série de Artigos Ensaísticos sobre Folclore Moçambicano, sendo o primeiro Jornalista oficialmente Sindicalizado, tendo colaborado no «Brado Africano», «Notícias», «Tribuna», «Notícias da Beira», «Voz de Moçambique» e no «Cooperador de Moçambique». Mas onde o autor se destacou foi na poesia, iniciando a sua acividade como poeta no «Brado Africano» de Lourenço Marques, em 1955, publicado mais tarde poemas, quer em Mocambique, quer em jornais e revistas de Angola, em Portugal, na Casa dos Estudantes do Império e no Brasil. A sua primeira obra em livro foi "Chigubo"(1964), editado pela Casa dos Estudantes do Império, que foi logo apreeendida pela PIDE - politicamente empenhado, fez Campanha contra o Racismo, foi Presidente da Associação Africana na década de 1950 e entre 1965 e 1969 esteve preso em virtude da sua ligação à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Está representado nas principais Antologias de Poesia Africana de Língua Portuguesa e de Poesia Africana e está traduzido para várias línguas. Foi o primeiro autor Africano a ser distinguido com o "Prémio Camões" em 1991. Capas de brochura com vincos nos cantos, sinais de manuseamento, com uma leve esfoladela de papel em cima (à frente e na contra-capa) e com picos de acidez e sujidade. Lombada com uma pequena mancha de humidade em cima, um pequeno vinco em baixo, levemente escurecida e com pequenas faltas de papel. Interior das capas de brochura e badanas com vincos nos cantos, leves marcas de exposição solar e com picos de acidez. Miolo levemente escurecido e extremidades escurecidas, com picos de acidez e sujidade em cima.
I/L/1304
2024-07-15
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