Nós Matámos o Cão Tinhoso - Luís Bernardo [Honwana]

I/L/1355

TEMA: Literatura Lusófona

SUB-TEMA: Moçambique - Contos

 

Referência: I/L/1355

Autor: Luís Augusto Bernardo Manuel (Luís Bernardo [Honwana])

Título: Nós Matámos o Cão Tinhoso

Editora: Edição de autor - Lourenço Marques (Sociedade de Imprensa de Moçambique)

Edição: 1ª

Colecção: N/A

Ano: 1964

Tiragem: n.d.

Páginas: 135, [1] pp.

 

n.d. - Não Disponível | N/A - Não Aplicável

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Descrição
1ª Edição - amplamente reeditada, a última edição foi publicada em 2024, para assinalar os 50 Anos da Revolução do 25 de Abril de 1974 e o 60.º Aniversário desde a publicação da edição original. Invulgar. Livro apreendido à época. Capa e ilustrações (com fragmentos de desenhos) de Bertina Lopes. Arranjo Gráfico de Pancho Guedes. A obra está traduzida para o Inglês, Alemão, Espanhol, Francês (França e Bélgica), Inglês, Sueco e Russo, e conta ainda com edições, a par de Portugal, em Moçambique e no Brasil, em 1980 (edição única). Com o preço antigo de 20$00 a lápis no anterrosto. Esta obra, considerada obra fundacional da Literatura Moçambicana Moderna, foi escrita quando o autor tinha apenas 22 anos - preso pela P.I.D.E., foi na prisão que a escreveu, sendo o seu único livro de Ficção, e trata-se de uma obra polémica, com um tom subversivo, que denúncia o Colonialismo, as Tensões Sociais e o Racismo. Com o objectivo de demonstrar o Racismo do poder Colonial Português, foi uma forte influência na geração Pós-Colonial de escritores Moçambicanos, e foi de imediato apreendido pela P.I.D.E. Em 2014 venceu o "Prémio José Craveirinha de Literatura," instituído pela Associação de Escritores Moçambicanos, e foi classificado entre os “100 Melhores Livros Africanos do Século XX” pela ASC Library, da Universiteit Leiden, na Holanda. Segundo Manuel Ferreira, "Excelente narrador, experiência pessoal vivida na sua própria condição de negro, Luís Bernardo [Honwana], apesar da sua juventude (as narrativas foram redigidas algumas, cremos, por volta de 18 anos de idade) faz do universo Moçambicano o centro da análise das suas narrativas. A relação dialética Colonizado/Colonizador é dada, pelas formas mais subtis, através de várias personagens e situações. Situações de exploração, de incompreensão, de injustiça, de alienação, desalienação, e do sonho e da esperança." (em "Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa II," Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1977 - página 102). O livro é constituído por 7 Contos, a saber: 1.) "Nós Matámos o Cão-Tinhoso," 2.) "Inventário de Imóveis e Jacentes," 3.) "Dina," 4.) "A Velhota," 5.) "Papá, Cobra e Eu," - mais tarde publicado, de forma autónoma, nos «Cadernos Capricórnio» (Lobito, 1975), 6.) "As Mãos dos Pretos" e 7.) "Nhinguitimo." Luís Bernardo [Honwana] cresceu no Interior de Moçambique, mas aos 17 anos mudou-se para o Maputo, para estudar Jornalismo, actividade que exerceu toda a vida - o seu talento como escritor foi descoberto por dois poetas Moçambicanos, José Craveirinha e Rui Knopfli. Em 1964, tornou-se Militante da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e, devido às suas actividades políticas, esteve preso durante 3 anos. Em 1970 veio para Portugal estudar Direito, na Universidade de Lisboa - depois da Independência de Moçambique, teve diversos cargos no Governo de Moçambique, sendo Director do Gabinete de Samora Machel, Secretário de Estado da Cultura de Moçambique e Ministro da Cultura de Moçambique. A partir de 1987 desempenhou alguns cargos junto da UNESCO. Em 1991, fundou e foi o 1.º Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa e foi Membro Fundador da Organização Nacional dos Jornalistas de Moçambique, da Associação Moçambicana de Fotografia e da Associação dos Escritores Moçambicanos. A par da presente obra, em 1971 publicou um conto inédito, "Rosita até Morrer," na revista «Vértice» e um outro livro, "A Velha Casa de Madeira e Zinco," em 2017, que refere ser um conjunto de "Crónicas, Depoimentos e Testemunhos." Capas de brochura com desgaste junto da lombada e das margens, com pequenas faltas de papel, e com sinais de manuseamento. Lombada um pouco quebrada em cima e com algumas faltas de papel, sem afectar o título. Interior das capas de brochura levemente escurecido. Miolo e extremidades escurecidos. Páginas 51-52 com uma leve marca de tinta azul.
I/L/1355
2024-12-26

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